Sonho PerfumadoDa flor quando o perfume recordoqual submarino vem à tonalembranças de um jardim esquecidoonde momentos de amor passei.Acordes celestiais de anjos a tocarsuas liras encantadas e mágicassuaves melodias envolvem o arcolorido de notas musicais.Emoldurado pela memória do tempoa visão é real e sentidatodos os poros do meu ser recebemvibrações positivas, energias divinas.Doces carícias na almaversos declamados em sussurrosprazeres de enlevo, sublimestomam meu ser de paixão.Jardim, flores, sons, cores, odoresaguçando todos meus sentidosindicam o caminho a seguircomo luminosos de néon.Não há mais ninguémapenas a presença do meu "eu"procurando naquele sonhoo caminho da felicidade...Reluto em despertar, voltar...A realidade não é felizas visões são de dor e injustiçasviver é uma aventura do saber.
SOM DIVINOAlameda passa...Meus olhos sombreadosdeliciam-se com o verdee raios chamamminh'alma encantada.Violinos traduzemem notas musicais as cores do céu...Na terra, o pulsar...Corações apaixonadosentoados pela música divinaafinando os laçosque nos unem à vida.
Simples poeta souloucura se mistura ao amorterror se alimentar da dormelhor seria morrer...Poeta fugidiaesconde sem pudororgia da alma impuranos versos agoniza sonhaenlouquecefinge...Poemas arrancados das víscerassurgem do universo transcendentalonde tudo pode ser e tervem do ser e não sermata o ódio com o felalegria com o amor...Estampa metáforas emolduradaspelas formosas flores do jardimo que vê são pântanos medonhospeçonha que adoece seu viver.Louca, loucura simde noites amaldiçoadasfrieza e dias sombrioságuas turvas imagem sem reflexoanverso do querercataclismo...Metáfora agora é mortenão há molduras nem reflexõesimpedindo sua certezaa única que tenho.Fingidor poeta loucotempo foi emboravolta ao seu mundodeixe todos em paz!
Sob a sombra das jabuticabeiras do meu jardimsonho cores, perfumes de jasmimexalando amores sem fim...Quero viver nesse tempo irreal e surdoa me envolver de luz e paz.Beija-flores bebem o elixir da vida nas fontes sem fim do jardim do Éden...Crio o mundo ao meu redor sem dor maior nem menor, apenas calor, odores, água, terra e ar.O fogo vem do coração ardente de paixão pela existência latente, pulsante...Natureza sábia e onipotente.Deus fala comigo através dela...Sinto seu amor, como jamais senti...Nunca deixarei que destruam minhas esperanças de voltar ao jardim...Meu paraíso, minha casa, meu lar!Que Deus abençoe a todos que amam a si mesmos...Só assim Deus estará presente em suas vidas, em seus corações, em seu jardim secreto!
Tarde morna. Brisa perfumada balançando folhas. Pequenospássaros, grandes borboletas, extraem o pólen das flores no cio.O gato, impaciente, quer carinho. O silencio, ensurdecedor, desperta angustia.
As bananeiras carregam pesados cachos, não podendo viver sem esses fardos.É a natureza irracional. Latente ...Mentes insanas saboreiam bananas. Olhos voam com a brisa.Ouvidos entardecem mornos. Mãos seguram perfumes. Braços se es-tendem. Corpos balançam mostrando seu sexo.É a transcendental natureza humana inerente ...Irreverente e astuta, a Mão escreve. Coloca no papel pa-lavras desconexas. Usa a imaginação sem fantasia. Raciocina semcoerência. Quer escrever tesão e só consegue amargura ...Formas disformes, encontram ritmo nas palavras escritassem recato.Discrimina, escolhe. Não resolve, nem põe término ao tédio.Sacrilégio, escrever sem ver, profanas palavras não escritas.Um muro ergue-se diante dos olhos. Chuchus escalam fioscortantes até o telhado.As nuvens tudo percebem. Aviões atravessam suas ruas etéreas ...Lânguidos pensamentos, esvoaçam desejos ...A Mão que escreve é um lampejo de liberdade. Quer conhecer o braço que lhe dá movimento. Descobrir o corpo que a carrega. A cabeça condutora. A essência que a faz escritora.
-- Não a deixarei me corrigir -- diz a Mão, persistente.Quero ver com meus próprios dedos, sem unhas esmaltadas.
Vou errar sozinha !Tento frear esse impulso em vão. Ela, a Mão, é feroz ecorajosa. Eu, insegura e passiva.Devo dominar essa Mão desorientada. Sei que é preciso.Olho ao redor e me vejo só. Nada pode impedi-la de continuarseu intento. Lembro-me da outra mão. Porém, o que poderá ela fazer, se é destra ?
Decido, finalmente, usar da força. Faço a outra mão agredi-la.
Junto coragem e seguro com veemente severidade a Mão dominadora.Esta, revoltada, volta seus dedos faiscantes para mim.Jogo meu olhar contra suas faíscas e consigo, assim, controlar aMão.Foi um processo de auto-disciplina válido e doloroso.O resultado está por surgir de minhas entranhas. Do meusangue corrente intravenoso. Do escarro na garganta. Da náuseapredominante ...
As bananeiras carregam pesados cachos, não podendo viver sem esses fardos.É a natureza irracional. Latente ...Mentes insanas saboreiam bananas. Olhos voam com a brisa.Ouvidos entardecem mornos. Mãos seguram perfumes. Braços se es-tendem. Corpos balançam mostrando seu sexo.É a transcendental natureza humana inerente ...Irreverente e astuta, a Mão escreve. Coloca no papel pa-lavras desconexas. Usa a imaginação sem fantasia. Raciocina semcoerência. Quer escrever tesão e só consegue amargura ...Formas disformes, encontram ritmo nas palavras escritassem recato.Discrimina, escolhe. Não resolve, nem põe término ao tédio.Sacrilégio, escrever sem ver, profanas palavras não escritas.Um muro ergue-se diante dos olhos. Chuchus escalam fioscortantes até o telhado.As nuvens tudo percebem. Aviões atravessam suas ruas etéreas ...Lânguidos pensamentos, esvoaçam desejos ...A Mão que escreve é um lampejo de liberdade. Quer conhecer o braço que lhe dá movimento. Descobrir o corpo que a carrega. A cabeça condutora. A essência que a faz escritora.
-- Não a deixarei me corrigir -- diz a Mão, persistente.Quero ver com meus próprios dedos, sem unhas esmaltadas.
Vou errar sozinha !Tento frear esse impulso em vão. Ela, a Mão, é feroz ecorajosa. Eu, insegura e passiva.Devo dominar essa Mão desorientada. Sei que é preciso.Olho ao redor e me vejo só. Nada pode impedi-la de continuarseu intento. Lembro-me da outra mão. Porém, o que poderá ela fazer, se é destra ?
Decido, finalmente, usar da força. Faço a outra mão agredi-la.
Junto coragem e seguro com veemente severidade a Mão dominadora.Esta, revoltada, volta seus dedos faiscantes para mim.Jogo meu olhar contra suas faíscas e consigo, assim, controlar aMão.Foi um processo de auto-disciplina válido e doloroso.O resultado está por surgir de minhas entranhas. Do meusangue corrente intravenoso. Do escarro na garganta. Da náuseapredominante ...
Nos espelhos que vi no mundoalguns ainda guardo no relicário...Doces momentos vividos.Amargura insistente acompanhao ser que agora exanguedescansa nas areias sem mar.Sob um céu, esboço de fantasiaperceptível é meu desgosto.Sonhos, ilusão de felicidade...Assim, não há como viverantes, agora ou depois...Mágoa, não esquece o endereço.





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